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11 de dezembro de 2012

AMA OU NÃO AMA?


NÃO MINTA: VOCÊ NÃO AMA O PRÓXIMO

Publicado: 22/07/2011 em Amor, Amor ao próximo, Espiritualidade, Igreja dos nossos dias, Igreja Emergente, Pecado.
Cheguei a uma conclusão: eu não amo o próximo. Pior: você também não. A gente pode até tentar, mas não ama. E eu provo. Mas, para isso, precisamos entender antes de qualquer coisa que estou usando aqui o conceito de “amor” da Bíblia e não o da sociedade secular e romantizada em que vivemos (para um aprofundamento sobre isso você pode ler se desejar o artigo Heresias em nome do amor). E como um dos conceitos hermenêuticos elementares no estudo das Escrituras é que “a Bíblia explica a si mesma”, vamos ao texto sagrado desencavar qual é o conceito bíblico de “amar”. O versículo epicêntrico da Bíblia sobre o assunto é o bom e velho João 3.16

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. 

Vamos então destrinchá-lo.
Primeiro: Deus amou o mundo. E quem é o mundo? São absolutamente todas as pessoas que o rejeitaram, desobedeceram que foram seus inimigos, que lhe viraram as costas. Ou seja: todo aquele que peca. Ou seja: todo mundo!

“Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3.23).

 Então o que João 3.16 nos mostra, primeiro, é que Deus amou pessoas que o desprezaram que lhe fizeram mal, que falaram mal dele, que roubaram dele, o caluniaram e fizeram todo tipo de desgraça contra Ele.
Aí, de repente, Deus decide fazer por esse grupo de bilhões e bilhões de pessoas algo impressionante: abre mão de sua posição confortabilíssima para ajudar cada um. Se você prestar atenção, verá que o Filho estava muito bem, obrigado, em sua glória celestial e não precisava ter mexido uma palha por essas pessoas. Mas Ele foi além: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus não considerasse que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Filipenses 2.5-8).
Em outras palavras: o amor abre mão do seu conforto para ajudar outras pessoas.
E isso para quê? “Para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. A questão aqui é que aquele bando de miseráveis não merecia a vida eterna. Mereciam, em português bem claro, arder por toda a eternidade no fogo do inferno. Mas Deus chega e mostra outro aspecto do amor: dá a eles algo que não merecem. E aqui nos deparamos com as cinco letras mais lindas do Evangelho: GRAÇA. Pois isso é a essência da graça: AMOR.

Qual é a conclusão a que chegamos a partir disso tudo? 

Que AMAR significa abrir mão do seu conforto para fazer coisas boas por quem te fez coisas ruins. Simples assim.

E… você faz isso?

Para responder nós temos que aplicar o que dissemos acima a sua (e à minha) vida: Pense em todas as pessoas que te desprezaram, fizeram mal, te viraram o rosto, falaram mal de você, te roubaram, te caluniaram e fizeram todo tipo de desgraça contra você. Não tem pressa. Esqueça que você está na Internet e que aqui todo mundo só quer ler coisas rapidinho. Invista tempo, vai valer a pena.

Pare.

Tire um tempo.

Pense em rostos. Lembre-se de nomes. Recorde-se de situações. Gente que te fez chorar, que te ofendeu que te acusou injustamente. Que te molestou sexualmente. Que roubou seu dinheiro. Que mentiu para todo mundo a seu respeito. Que armou esquemas para te prejudicar e puxar o tapete. Que fez tudo o que há de pior contra você. Pense. E, só depois de ter se lembrado de todas essas pessoas continue a ler, não tenho pressa alguma.

Ainda tem tempo. Pense mais um pouco. Gente que te magoou feio. Você vai lembrar.
Ok. Agora que você já deu nome e rosto aos bois, segundo passo: Deus saiu de seu conforto e fez algo de bom por elas que certamente elas NÃO mereciam. E eu, então, te pergunto: o que você já fez de bom por essas pessoas de quem acabou de se lembrar? Pode pensar. Mais um tempo pra ti.

Atrevo-me a dizer que você gastou muito tempo chorando pelo que elas te fizeram, as denunciando, ou então metendo o malho nelas para outras pessoas, falando ao maior número possível de pessoas o que elas lhe fizeram. E até mesmo se vingando, pagando na mesma moeda. As odiando com todas as suas entranhas! Eu garanto que você fez isso. E sabe por quê? Porque é o que eu fiz. Muitas vezes. Paguei mal com mal. Paguei com vingança. Com comentários depreciativos. Com minha natureza humana.

Chegamos então à questão inicial. Você ama o seu próximo? Pois já vimos que AMAR significa abrir mão do seu conforto para fazer coisas boas por quem te fez coisas ruins. Simples assim. Mas meu irmão, minha irmã, concorde comigo que nós não fazemos isso.

Não fazemos.

E com isso, simplesmente descumprimos o mandamento maior da fé cristã: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? ’ Respondeu Jesus: Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. (Mateus 22.36-40)

Aí você pode até dizer: “Ah, mas Jesus era Deus, pra Deus é fácil amar assim! Eu sou só um humano!”. Ao que Jesus de Nazaré te responde: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”. (João 13.34-35)

ÚLTIMAS PALAVRAS

Não tem jeito. Eu não amo meu próximo segundo o modelo bíblico, fato. Pois não abro mão de meu conforto, de meu tempo, de dizer que tenho razão, de meu orgulho… para fazer o bem a quem me detonou. E, afirmo sem medo de errar: você também não. Pois eu olho em volta e é o que vejo, nas igrejas, no twitter, no Facebook, nos programas evangélicos de TV, nas pregações de pastores anti-igreja da internet, na Igreja Emergente… em todo lugar onde haja um coração manchado pelo pecado, em todo lugar onde haja alguém que se chame cristão: nós somos vingativos, ofendemos, pagamos na mesma moeda. Não fazemos o bem a quem nos faz mal. Não fazemos! Isso é um fato!

Ignoramos solenemente o que Paulo diz em Romanos 12.14-20:

 Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram; Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.

Você já deu de comer ou de beber a quem te fez mal? Quantas vezes?

A BOA NOTÍCIA

Mas há uma boa notícia: é possível.

É possível viver o mandamento maior. Comece preferindo o outro em honra. Pondo em prática Filipenses 2.3 - Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.

Mas, irmão, como se faz isso?

Não revide, abençoe. Não rebata, dê a outra face. Não se vingue, caminhe a segunda milha. Não fale pelas costas, elogie o que há de bom em quem só há coisa má. Só consegue amar o próximo da forma que Cristo espera quem faz o que Ele fez diante de Pilatos: engole sapos. Cala-se. Submete-se. Humilha-se. É difícil? LÓGICO QUE É! E desde quando alguém disse que seria fácil? Jesus disse:

“Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23). 

E você acha que carregar uma cruz é fácil?
Em outras palavras, só ama verdadeiramente o próximo quem contraria sua natureza. Pois só quando você contrariar a sua natureza e injetar em suas veias a natureza de Cristo é que você começará a amar o próximo como a Bíblia ensina. Até lá… somos bons fingidores.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Maurício Zágari


10 de dezembro de 2012

JESUS É A NOSSA SALVAÇÃO


JESUS FOI REJEITADO PELOS LÍDERES RELIGIOSOS

Deus aqui na terra! A vinda de Jesus Cristo ao mundo não foi nada menos do que isso. Deus vivendo como homem no meio dos seres humanos!

A presença do Deus de amor no meio dos homens, sem dúvida, seria o suficiente para levar todos à conversão, certo? Como poderia algum mero homem resistir à presença do seu Criador?

Mas o apóstolo João afirma: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1:11). Jesus foi rejeitado pelos homens que ele mesmo criou!

Rejeitado pelos Líderes Religiosos

Imaginamos que os líderes religiosos seriam as pessoas mais próximas de Deus. Realmente deveriam ser.

Pessoas em posições de liderança religiosa frequentemente alimentam estas ideias de uma posição especial, mais perto de Deus. Jesus descreveu tais pessoas como as que “praticam . . . todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens”, se vestem de maneiras especiais, “amam o primeiro lugar” em atividades sociais e reuniões religiosas, e gostam de ser chamados por títulos de destaque (Mateus 23:5-7).

Hoje, apesar das advertências de Jesus, muitos homens defendem seus títulos (reverendo, pastor, padre, apóstolo, etc.) e afirmam ter um lugar especial que mereça um respeito maior. É comum ouvir líderes religiosos abusarem da palavra "ungido" como defesa para esconder suas falhas, rejeitando qualquer questionamento ou crítica com afirmações de uma posição isenta de avaliação: “Não toque no ungido de Deus”. Mas, assim como os fariseus e escribas criticados por Jesus, os religiosos que, hoje, roubam e abusam das ovelhas são os reais culpados. São eles que estão “tocando nos ungidos de Deus”, pois a palavra de Deus mostra que todos os cristãos – e não somente os pastores – são seus ungidos (1 João 2:20).

Mesmo quando Jesus andava aqui na Terra, sua presença mostrou como estes líderes estavam vazios e longes de Deus. Quando aquele que realmente está cheio da glória de Deus passou perto, a podridão dos hipócritas ficou evidente.
Jesus ensinou seus servos a se comportarem de uma maneira totalmente diferente, não agindo para serem vistos por homens, seja nos seus atos de caridade ou nas suas orações (Mateus 6:1-8).

Quando o Senhor observou o comportamento dos líderes dos judeus, ele criticou a sua religião por contrariar a vontade do Pai: “Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? . . . E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. . . . E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:3-9).

Com certeza muitos destes líderes se sentiram ofendidos quando Jesus falou que seriam rejeitados por Deus. Os discípulos perceberam que os fariseus se escandalizaram, mas Jesus não amenizou a sua mensagem. Ele continuou: “Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco” (Mateus 15:12-14).
Na sua censura mais forte, Jesus chamou estes líderes de hipócritas e avisou o povo do perigo de os seguir (Mateus 23:8-12).

Se Jesus tivesse agido como um político esperto, falando palavras suaves para ganhar o apoio dos homens influentes, se tivesse oferecido para eles posições de influência no seu reino ou se tivesse procurado fazer acordos entre partidos para evitar ofensas, certamente a reação dos líderes teria sido bem mais favorável. Se ele tivesse participado do “clube dos pastores” e respeitado todos como colegas, estes não teriam motivo para se voltar contra Jesus. Mas quando ele falou a verdade sem acepção de pessoas, trouxe sobre si a ira dos religiosos mais influentes.

Rejeitado pelo Povo Escolhido

A rejeição pelos líderes conduziu muitas das “ovelhas” de Israel a também rejeitarem o Senhor. Da mesma maneira que observamos hoje, muitas pessoas naquela época tinham receio de contrariar os líderes (João 9:22; 19:38).

Os judeus tiveram muitas vantagens em poder conhecer de perto o Deus do universo, recebendo mais informações sobre seus planos e vivendo numa posição privilegiada entre as nações. Mas Jesus viu a rejeição provinda do próprio povo: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mateus 23:37). Anos depois, Paulo também lamentou o fato dos judeus terem rejeitado Jesus (Romanos 9:1-6; 10:3).

Rejeitado pelas Multidões

Em várias situações, Jesus foi rejeitado pelas multidões que ouviram suas pregações e presenciaram suas grandes obras. Quando demonstrou seu poder sobre os servos do próprio diabo, os gerasenos não queriam que Jesus ficasse na sua terra (Marcos 5:16-17). Quando Jesus não correspondeu às expectativas materialistas da multidão, pregando sobre temas celestiais para pessoas carnais, o povo o abandonou (João 6:66). E quando chegou o momento de decisão sobre o Filho de Deus que andou no seu meio, a multidão chegou a gritar e insistir na morte de Jesus (Lucas 23:18-23).

Exaltado por Deus

Independente da rejeição por parte dos homens, Jesus foi exaltado pelo seu próprio Pai. O salmista havia predito isso: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos” (Salmo 118:22-23). Os povos, os reis e os príncipes poderiam rejeitar o Filho, mas Deus o constituiu Rei (Salmo 2:1-12). Ele foi rejeitado pelos homens, mas aprovado por Deus (Atos 2:22-24; 4:12; 1 Pedro 2:7-8).

E Nós? O Que Faremos com Jesus?

É comum, talvez até normal, para os homens se iludir e acreditar que são superiores aos outros que fizeram mal no passado. Os próprios hipócritas condenados por Jesus pensavam assim: “Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas!” Mas Jesus disse: “Assim, contra vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas” (Mateus 23:30-31).

Devemos fazer uma avaliação pessoa honesta e profunda. O que fazemos com Jesus Cristo? Rejeitamos ou aceitamos? A moda do ceticismo, agnosticismo, ateísmo, humanismo e materialismo da nossa época busca algo mais sofisticado do que a simples fé de uma religião antiga. Não era tão diferente no primeiro século, quando as filosofias e suposto conhecimento dos homens ocultaram a palavra de Deus (1 Coríntios 1:18-25). Mas hoje, como naquela época, esta pedra rejeitada é o único caminho à salvação (1 Pedro 2:4-7).

O que faremos? Seremos levados pelas dúvidas de homens cegos, conduzidos pelas ambições de líderes religiosos, ou guiados pela luz do Verbo que se fez carne e habitou entre nós?

O que você fará com Jesus?

Postado por Edinêr.
Dennis Allan

9 de dezembro de 2012

O APÓSTOLO PAULO E OS GÁLATAS

ENSINAMENTO DO APÓSTOLO PAULO AOS GÁLATAS
 
Ó INSENSATOS gálatas! Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós?
 
Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da ?
 
Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?
 
Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão.
 
Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?
 
Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.
 
Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.
 
Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.
 
De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.
 
 
Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.
 
E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé.
 
 Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá.
 
 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;
 
 Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.
 
 Irmãos, como homem falo; se a aliança de um homem for confirmada, ninguém a anula nem a acrescenta.
 
 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.
 
 Mas digo isto: Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa.
 
 Porque, se a herança provém da lei, já não provém da promessa; mas Deus pela promessa a deu gratuitamente a Abraão.
 
 Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro.
 
 Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um.
 
 Logo, a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei.
 
 Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes.
 
 Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar.
 
 De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados.
 
Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio.
 
Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.
 
Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.
 
Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
 
E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.
LEI – Velha Aliança
No texto acima a lei em referência é a Lei Mosaica (abolida). Leia o que o Apóstolo Paulo escreveu aos coríntios:
 Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido;
GRAÇA – Nova Aliança
Favor imerecido, benefício não obtido por serviços, bondade recebida gratuitamente. O dom maravilhoso de DEUS, perdão dos pecados e capacidade de viver com dignidade no presente e com esperança para o futuro.
 AIO
Escravo ou pessoa de confiança que cuidava de um menino grego ou romano, educando-o ou disciplinando-o até que ele fosse maior de idade (Gl 3.24-25).
 
Fonte: As Sagradas Escrituras.
 

8 de dezembro de 2012

IMITAR O APÓSTOLO PAULO.


AMOR AO PRÓXIMO

O maior imitador do Senhor e Salvador Jesus Cristo, o apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, pregou sobre o quanto é sublime amar o próximo. Ele sempre foi obediente a Jesus, que resumiu todos os mandamentos da lei em um único mandamento da graça:

E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

O apóstolo Paulo falou aos coríntios:

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a , a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o AMOR.

Fonte de pesquisa:
As Sagradas Escrituras

7 de dezembro de 2012

1ª CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS

O APÓSTOLO PAULO PENSA E ESCREVE ASSIM:
 
O texto mais completo no Novo Testamento sobre a questão de sustento de pregadores se encontra em 1 Coríntios 9. Nesse capítulo, Paulo afirma que aqueles que pregam o evangelho devem “viver do evangelho” (9:14). Observe alguns pontos importantes:
§  Um pregador tem direito de comer (9:5).
§  Um evangelista casado tem o mesmo direito (9:5). 
§  Tal servo pode deixar de trabalhar em outro emprego para se dedicar ao evangelho (9:6). Paulo usou vários argumentos para defender essa ideia: 
§  O soldado não “vai à guerra à sua própria custa” (9:7). 
§  O lavrador recebe da vinha (9:7,10). 
§  O pastor de ovelhas recebe do leite do rebanho (9:7). 
§  A lei do Velho Testamento ensinou o mesmo princípio, usando o boi que pisa o trigo como exemplo (9:8-10). Os sacerdotes recebiam sustento (9:13). 
§  Os que semeiam coisas espirituais recebem coisas materiais das pessoas beneficiadas (9:11).
Mesmo defendendo o direito de receber sustento, Paulo optou não aceitá-lo dos coríntios (9:12,15). Um homem sustentado para pregar não é superior ao outro que serve “gratuitamente”.
I Coríntios 9:12-15
Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho. Mas eu de nenhuma destas coisas usei, e não escrevi isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória.
 
Todos devem trabalhar como cooperadores em prol do evangelho (9:23). Ninguém tem direito de adulterar nem mercadejar a palavra de Deus (2 Coríntios 4:2; 2:17). O servo fiel a Deus não procura agradar aos homens, e sim ao Senhor (Gálatas 1:10). Ele não prega para receber sustento, e sim recebe sustento porque ele se dedica ao trabalho do Senhor.
 

5 de dezembro de 2012

AMOR AO PRÓXIMO


O APÓSTOLO PAULO ASSIM ESCREVEU AOS ROMANOS

A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume:

Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor. E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. 14  Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.
Fonte: Escritura

DEUS NÃO É SOMENTE AMOR


DEUS É AMOR

Em sua recente entrevista à revista VEJA, Rob Bell usou a declaração bíblica “Deus é amor” como argumento para embasar sua expectativa de que ao final todos os seres humanos serão salvos.
Não quero aqui repetir as observações que fiz a tal entrevista em post anterior. Vou me concentrar apenas numa análise crítica do uso desta frase “Deus é amor” por Rob Bell e seus seguidores.
Vou começar lembrando que antes de Rob Bell outros já usaram esta expressão bíblica (1Jo 4.8 e 16) para defender ideias estranhas. Cito particularmente os defensores do teísmo aberto ou da teologia relacional. Para eles, o atributo mais importante de Deus é o amor. Todos os demais estão subordinados a este. Richard Rice, um proponente do teísmo aberto, em seu artigo “Biblical Support for a New Perspective” [“Base Bíblia para uma Nova Perspectiva”] publicado num livro de teístas abertos cita um leque eclético de neo-ortodoxos e liberais, tais como Heschel, Barth, Brunner, Kasper e Pannenberg para apoiá-lo na afirmação que o amor “é mais importante que todos os outros atributos de Deus”, até mesmo “mais fundamental… O amor é a essência da realidade divina, a fonte básica da qual se originam todos os atributos de Deus.”
Com base neste conceito da predominância do amor, eles negam que Deus conheça o futuro, pois seu amor o impede de limitar a liberdade de suas criaturas de qualquer modo ou maneira. Deus é amor, e isto significa que ele é sensível para com suas criaturas e que constrói o futuro junto com as decisões delas. O futuro, portanto, é sempre aberto e indeterminado. Nem Deus o conhece, pois em nome do amor abriu mão da sua onisciência.
É claro que estas conclusões não podem ser consideradas nem mesmo como cristãs. Mas note que elas foram alcançadas a partir do uso errado do conceito de que Deus é amor. No caso, o erro maior foi esquecer que além de ser amor, Deus também é onisciente e onipotente e que seu amor não o obriga a renunciar a nenhuma de suas características ou atributos em seu relacionamento com suas criaturas. Penso que este é exatamente o mesmo tipo de erro em que Rob Bell e seus defensores incorrem ao usar a expressão “Deus é amor” como base para sua expectativa da salvação universal. Explico.
1 – Apenas quatro vezes no Novo Testamento encontramos afirmações sobre o que Deus é três delas feitas por João: Deus é “espírito” (Jo 4.24), “luz” (1Jo 1.5) e “amor” (1Jo 4.8,16). A quarta é “Deus é fogo consumidor” (Hb 12.29; cf Dt 4.24). Estas afirmações não são definições completas de Deus – não tem como defini-lo no sentido estrito do termo – mas revelam o que ele é em sua natureza. “Deus é amor” significa que ele não somente é a fonte de todo amor, mas é amor em sua própria essência. É importante, entretanto, lembrarmos que se Deus é amor, ele também é espírito, luz e fogo consumidor. Temos de manter em harmonia estes aspectos do ser de Deus, pois só assim poderemos compreender como um Deus, que é amor, castiga os ímpios com ira eterna. Conforme escreveu John Stott em seu comentário de 1João 4.8 e 16, “Aquele que é amor é luz e fogo também”.
“Fogo” e “luz” são metáforas, é verdade. Mas, metáforas apontam para realidades. No caso, elas querem simplesmente dizer: “Deus é santo, verdadeiro, ele se ira contra o pecado e não vai tolerar a mentira. Ele punirá os pecadores impenitentes”. Basta ler o contexto das passagens citadas acima para que se verifique o que estou dizendo.
Portanto, não sendo a única passagem que se refere a Deus usando o verbo ser, “Deus é amor” não pode ser entendida como uma definição exclusiva da essência de Deus, enquanto que tudo o mais que é dito sobre Deus usando-se o mesmo verbo ser é entendido como atributos secundários. Isto é exegese preconceituosa.
2 – Na revelação que fez de si mesmo, Deus sempre manifesta o equilíbrio perfeito entre os seus atributos, entre amor, misericórdia e compaixão, de um lado, e justiça, retidão e santidade, de outro. Há várias listas destas qualidades de Deus no Antigo Testamento, mas tomo apenas uma, bem representativa. Moisés desejou ver a Deus e Deus se fez revelar pela proclamação de seus atributos:
“E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!” (Ex 34:6-7).
Impossível não notar o equilíbrio entre amor e justiça, misericórdia e ira.
3 – Alguns querem fazer a diferença entre amor e atributos, dizendo que Deus é amor em sua essência e que seus atributos estão subordinados ao amor. Os pontos 1 e 2 acima já são suficientes para mostrar que não podemos dizer que Deus é somente amor. Mas, tudo bem. Vamos conceder, apenas para argumentarmos, que o amor de Deus, por ser a sua própria natureza, prevalece sobre seus atributos, como justiça e santidade, por exemplo. O que isto quer dizer? Que em determinadas situações Deus deixa de ser santo, justo, reto e verdadeiro para mostrar amor? Alguém pode me mostrar uma única passagem na Bíblia onde Deus agiu de maneira injusta, desleal, mentirosa e preconceituosa em nome de sua natureza amorosa?
A maior manifestação do amor de Deus foi enviar seu Filho Jesus Cristo para morrer por pecadores para satisfazer a sua justiça e as demandas de sua santidade. Se Deus fosse amor do jeito que esse pessoal diz, ele teria simplesmente deixado sem castigo os pecados e perdoado todo mundo, sem precisar castigar seu Filho amado em lugar de pecadores. Mas, não é isto que a Bíblia diz. Portanto, o fato de que Deus é amor em momento algum anula o outro fato, que ele é santo, justo e reto.

4 – Basta olharmos a história bíblica para percebermos que este Deus que é amor não deixou de mandar o dilúvio para destruir o mundo dos ímpios e nem fogo do céu para destruir Sodoma e Gomorra e nem ainda de castigar os anjos que se rebelaram contra ele. Na verdade, o apóstolo Pedro usa todos estes episódios narrados no Antigo Testamento como tipo ou figura do castigo eterno que Deus tem preparado para os libertinos, ímpios e pecadores impenitentes:
“Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo; e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios; e, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente; é porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo, especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo” (2Pe 2:4-10).
Comentando os mesmos episódios, Judas diz que eles são “exemplo do fogo eterno” (Judas 7).
5 – Outro ponto: será que Deus só ama os pecadores e ímpios? Não ama ele aqueles de seu povo que foram injustiçados, violentados, torturados e mortos pelo nome de Cristo? O Deus que é amor é o mesmo Deus que tomará vingança daqueles que maltrataram, perseguiram e mataram seu povo. É assim que Paulo conforta os crentes da cidade de Tessalônica, que estavam passando por severa perseguição:
“É justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam; e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (2Tess 1:6-10).
Este conforto que Paulo oferece na passagem acima é bem vazio se todos serão salvos, inclusive os torturadores, assassinos e perseguidores do povo de Deus através da história. Paulo não conforta os crentes perseguidos dizendo que no final todos serão salvos, inclusive os seus perseguidores. Ao contrário, Paulo emprega a justiça de Deus e a condenação eterna deles como consolo para os atribulados.
E onde ficam as palavras de Deus dadas aos mártires, que nos céus clamavam por vingança?
“Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram” (Ap 6:9-11).
Esses mártires conheciam a Deus tão bem a ponto de darem suas vidas por ele. Será que pediriam o castigo de seus verdugos a Deus se acreditassem que, sendo amor, Deus iria salvar a todos no final? E por que Deus, caso pretendesse salvar tais ímpios da condenação eterna, consolou os mártires dizendo que aguardassem mais um pouco e então seu pedido seria atendido – é só ler o resto do livro de Apocalipse para ver que estes ímpios, junto com Satanás e seus anjos, serão atormentados para sempre no lago de fogo e enxofre, a segunda morte (Ap 20:10; 21:8).
6 – Deus é amor. E se tem uma coisa que ele ama acima de tudo é o seu Filho Jesus Cristo, várias vezes chamado na Bíblia de “o Amado” (Mt 3:17; 17:5; Ef 1:6; Col 1:13; etc.). Contudo, submeteu-o ao sofrimento do inferno eterno durante aquelas poucas horas na cruz, a ponto de, antes, Jesus ter pedido três vezes para ser poupado (Getsêmani) e de gritar na cruz, “por que me desamparastes?” O que Deus fará, pergunta o escritor de Hebreus, aos que desprezam Jesus Cristo?
“De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10:29-31).
As Escrituras deixam claro que todos pecaram e carecem da glória de Deus. Não há um único justo. Todos merecemos a condenação eterna. O amor de Deus consiste em resgatar os que ele quis da justa condenação, não sem antes ter providenciado a satisfação requerida por sua santidade. Mesmo que somente um fosse salvo da condenação eterna pelo sacrifício de Cristo, o amor de Deus já teria triunfado sobre o pecado e a morte.
Não tenho prazer na realidade do sofrimento eterno. Não prego sobre o inferno com satisfação. Tento fazê-lo com lágrimas nos olhos. Mas confesso que não consigo perceber no conceito da punição eterna qualquer injustiça, crueldade, maldade, ou falta de amor em Deus.
Fonte: O tempora! O Mores!
Por Augustus Nicodemus Lopes

2 de dezembro de 2012

ANTICRISTO E FALSO PROFETA


  
QUEM É O ANTICRISTO E FALSO PROFETA?

Quando se fala no anticristo e falso profeta, é comum os irmãos serem tomados por uma sensação de desconforto espiritual, arrepios e calafrios que percorrem a coluna de alto a baixo, além de imaginarmos um adversário declarado do Pai Altíssimo, blasfemando publicamente contra tudo o que é de Deus, espalhando fogo por todos os lados e cheirando a enxofre; uma verdadeira sena de horror e pânico.
 Então perguntamos: Será que os irmãos teriam coragem de participar de um culto, cujo ministrante é o anticristo ou o falso profeta? Certamente diriam um não com veemência, e pensariam até que estamos completamente desajuizados.
Mas Cristo alertou: Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores (Mateus 7.15).
 Na realidade o anticristo ou o falso profeta, não se apresentam da forma como imaginamos, eles infiltram-se sutilmente no seio das igrejas, inclusive das denominadas “evangélicas”, com aparência de piedade, mas negando a sua eficácia.
 Amados irmãos e irmãs, o que vamos revelar agora, é algo muito sério, e pedimos que orem e humilhem-se diante do Altíssimo a fim de receberem discernimento pelo Espírito Santo, para que não sejam atraídos pelo engano, pois o anticristo poderá estar diante dos seus olhos sem que o perceba.
 E um dos lugares mais comum onde esses inimigos de Deus costumam estar é mais precisamente nos púlpitos das “igrejas”, negando a verdadeira doutrina de Cristo; pregando mentiras; confrontando o Evangelho da salvação, blasfemando e pisando o sangue e sacrifício do nosso Redentor.
 Eles usam de promessas ardilosas de prosperidade material através de barganha pelos dízimos e ofertas, e lamentavelmente, manipulam a palavra para que os seus seguidores digam: “amém” a tudo que lhes ensinam.
 Eu sei que muitos poderão dizer: “mas o meu pastor é uma bênção”, um homem de “deus”, abençoado.
 Irmãos, afirmamos sem medo de errar que (Cristo é o Único Pastor), aqueles que tentam ocupar esta posição indevidamente, usando de vários artifícios para arrastar multidões, não passam de enganadores, e agem exatamente como o cidadão chamado Simão, que exercia artes mágicas, iludindo os habitantes de Samaria, dizendo que era um grande personagem, e todos o atendiam, desde o menor até o maior, e diziam: “Este é a grande virtude de Deus” (Atos 8.9-11), o que não era verdade.
 Amados, um homem ungido pelas virtudes do Espírito Santo, de maneira alguma, concorda em viver do suor do rosto do seu próximo, não aceita dinheiro e nem bens materiais em troca de anunciar o Evangelho; não anda na mentira e muito menos busca para si, títulos eclesiásticos que alimentem o seu ego.
 O homem que fala inspirado pelo Espírito do Senhor não anuncia falsas doutrinas e também não ensina heresias como: evangelho da prosperidade, cultos de Campanhas, movimento celular G-12, etc.
  Não promove comercio no templo, reuniões com danças, apresentação de teatros e músicas gospel utilizados tão somente para fins comerciais, além de outras obras infrutíferas.
 Amados em Cristo, o homem de Deus anda na verdade, porque o Senhor afirmou: Conhecereis a verdade, e a Verdade vos libertará (João 8.32). Mas que Verdade é essa que nos libertará?
 Cristo é a Verdade, e para sermos livres do pecado e da morte, nos é necessário nascer de novo (João cap. 3); sermos novas criaturas, lavadas e remidas pelo sangue do Cordeiro de Deus, deixando a doutrina do homem, tomando cada um a sua cruz e seguindo o Mestre Jesus e seus ensinamentos contidos no Novo Testamento.
 No Evangelho de João 10.14-16, disse Jesus: Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas ovelhas sou conhecido. Assim como o Pai me conhece a mim, eu também conheço o Pai e dou a minha vida pelas ovelhas.
 Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor. Amado, você entendeu a mensagem do Mestre? Você está agregado ao rebanho de qual pastor? Precisamos estar no aprisco de Cristo, e confessar somente Ele como nosso único Pastor.
 Considerem que, se haverá um só rebanho e um só Pastor, os “pastores” que possuem rebanho próprio, estarão concorrendo com quem? Como ficarão seus seguidores?
 Quem é então o anticristo e o falso profeta?  Ora, Sendo Cristo o Único Pastor fiel e verdadeiro, logicamente todos aqueles que ostentam títulos clericais, pregando falsas doutrinas, enquadram-se perfeitamente na condição de falsos profetas e anticristos.
 Alguns contestam esta verdade, dizendo que só haverá um rebanho e um Pastor na vinda de Cristo. Mas o Evangelho de Lucas 20.35, 36 revela que somos ovelhas somente aqui na terra, porque na vida futura receberemos o galardão da vida eterna e seremos semelhantes aos anjos de Deus. Eclesiastes 12.11, também assegura que há um único Pastor.
                  

APOSTASIA DOS ÚLTIMOS DIAS

 E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos (Mateus 24.11), porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos (Marcos 13.22).
 E como houve entre o povo falsos profetas, entre vós também haverá falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos, repentina perdição, e muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade; e, por avareza, farão comércio de vós com palavras fingidas; sobre os quais já de longo tempo não será tardia a sentença, porque a sua perdição não dorme. (II Pedro 2.1-3).
 Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo (I João 4.1).
 Paulo exortou os líderes das igrejas dizendo: Olhai por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.
 Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho.  E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si (Atos 20.28-30).
 Ratificado em II Tim 3.1-8: Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos, porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes, profanos, irreconciliáveis, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
 Irmãos, a Palavra do Senhor é fiel e verdadeira, e digna de toda aceitação, porque tudo está se cumprindo hoje diante dos nossos olhos.

 COMO IDENTIFICAR UM ANTICRISTO E FALSO PROFETA?

 Isso não é tarefa difícil, porque a Palavra descreve o perfil daqueles que hão de presidir sobre a igreja, medite em I Timóteo 3.1-7, II Timóteo 2.24, 25, Tito cap. 1, I Pedro 5.1-4, são ensinamentos indispensáveis aos lideres para que apascentem o rebanho do Senhor em santidade.
 Observe primeiramente, se o presbítero (função e não título) trabalha para manter a si mesmo e sua família ou se recebe dízimos, ofertas ou qualquer outro benefício que venha onerar aos irmãos. Porque a Palavra de II Tessalonicenses 3.6-15 descreve: Mandamos-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu.
 Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, nem, de graça, comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós; porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto: que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.
 Porquanto ouvimos que alguns, entre vós, andam desordenadamente, não trabalhando, antes, fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão. E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.
 Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia, não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão.
 Em Atos 20.34, 35, o Apóstolo Paulo exortou aos que hão de conduzir a igreja, com muita firmeza, falando: Vós mesmos sabeis que, para o que me era necessário, a mim e aos que estão comigo, estas mãos me serviram.
 Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.
 Portanto amados, não há nenhum mistério para distinguir os falsos profetas e anticristos que blasfemam a Palavra do Senhor. Fiquemos atentos às mensagens e doutrinas que são pregadas; analisemos se realmente estão em conformidade com o Evangelho, o qual foi escrito pela aspersão sangue de Cristo.

Irmãos, a Palavra não nos deixa no engano, observe o procedimento do homem que tem um chamado do Altíssimo para obra do ministério e compare com os pregadores que você conhece. Vejamos:
Se alguém ensina alguma outra doutrina e se não conforma com as sãs Palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas. Contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho. Aparta-te dos tais... (Lei o texto completo: I Timóteo 6.3-19).
Reflita porventura os líderes das instituições religiosas (igrejas) tem anunciado a doutrina segundo a piedade? É obvio que não.  Então são soberbos e nada sabem, e tornam-se semelhantes a eles todos que lhes obedecem e os seguem, porque são cegos guiando cegos, assim está escrito no Evangelho de Cristo.
Amados, o legado do Senhor (Novo Testamento) não é um simples manual de conduta, uma nova literatura ou uma filosofia de vida. A Palavra do Senhor é a essência da verdade porque é viva, é Espírito e Vida (João 6.63), é a regra de doutrina de fé para salvação dos que buscam servir ao Senhor verdadeiramente em Espírito e em Verdade.
Evidentemente que não estamos generalizando e incluindo a todos que exercem liderança nas igrejas porque ainda existem muitos homens de Deus compromissados com a verdade para apascentar o rebanho de Cristo, mas referenciamo-nos aos que conduzem o rebanho impondo-lhes doutrinas anti-bíblicas ou ordenanças religiosas do Antigo Testamento, o qual foi por Cristo abolido (II Coríntios 3.14).  . 
A nossa maior preocupação é que vós sejais verdadeiramente livres por aquele que nos amou, porque se não fizermos tudo conforme está escrito no Evangelho de Cristo, a nossa fé é vã e não há verdade em nós.
Disse Jesus: Eu testifico a todo aquele que ouvir as Palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer Palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro.

Louvai ao Senhor!

Por Comunidade Cristo é a Verdade
Membro: Edinêr