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21 de maio de 2013

SINAGOGAS OU "IGREJAS"


            No princípio, o Senhor escolheu doze apóstolos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos para os expulsarem e para curarem toda enfermidade e todo mal.  Enviou os doze e lhes ordenou, dizendo: Ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel, e pregai, dizendo: É chegado o Reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.
            Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforjes para o caminho, porque digno é o operário do seu alimento. Acautelai-vos, porém, dos homens, porque eles vos entregarão aos sinédrios e vos açoitarão nas suas sinagogas; e sereis até conduzidos à presença dos governadores e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios (Mateus cap.10). 

            Gostaríamos de compartilhar com os irmãos uma particularidade indispensável, neste texto, quando o Senhor separou os doze para iniciar a obra, observem que o Senhor deu-lhes poder sobre os espíritos imundos  para libertação de todo mal como: Curar enfermos, limpar leprosos, ressuscitar  mortos, expulsar os demônios; porém os alertou: De graça recebeste, de graça dai.  

E ordenou:  Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforjes (sacola) para o caminho, porque digno é o operário do seu alimento. Desde então Jesus ordenou aos discípulos, exercer o ministério de graça, como também não possuir:  Ouro,   prata, nem a sacolinha.

            Irmãos, aqui começa o maior conflito dos pregadores contemporâneos em analogia à Palavra e perseguição aos verdadeiros discípulos que não aceitam dinheiro para fazer a obra do Senhor.  
O pregador, quando em missão, caso não tenha condições próprias para sua manutenção, até poderá receber alguma coisa, mas somente o indispensável ao cotidiano, exemplo: O alimento, a pousada, eventualmente vestes, transporte... Mas tomar dinheiro dos irmãos, em nome do sangue e do sacrifício do Senhor Jesus, isso nunca poderá ser praticado.

            Porque desde o princípio, Jesus ordenou que o Evangelho fosse anunciado DE GRAÇA,  e não revogou essa ordenança, e qualquer alteração criada pelo homem estará adulterando a Palavra do Senhor.
E, lamentavelmente há pregadores torcendo a verdade de Cristo em mentira, anunciando que Judas Iscariotes era o tesoureiro do grupo, fundamentados na passagem bíblica no livro de João 13.26-29 onde ocasião em que o Senhor, após ter dado o bocado molhado para Judas disse-lhe:  O que fazes, fá-lo depressa.
E nenhum dos que estavam assentados a mesa compreendeu a que propósito lhe dissera isto; e, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe tinha dito: Compra o que nos é necessário para a festa, ou que desse alguma coisa aos pobres.

             Mas em Lucas 10.4, Jesus disse aos discípulos: Não leveis bolsa, nem alforje... Entretanto, em João 12.6, desvenda o porquê Judas tinha bolsa, relatando: Ora ele (Judas Iscariotes) disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. 
            Está revelada a palavra, Judas tinha bolsa por duas razões: Primeiramente porque era desobediente, isso é, descompromissado com a verdade (Lucas 10.4), e também porque era ladrão (João 12.6), e tirava as coisas que ali se lançava.  

            Os pregadores que apreciam Judas como tesoureiro,  contraditam a Palavra do Senhor que o declara ladrão. Como também,  não podemos tomar como exemplo a conduta de Judas, para aplicá-la como regra de doutrina a igreja, para pedir ou aceitar dinheiro sob pretexto de evangelização, pois, o Senhor reprova e condena todos os seus atos (João 6.70 e 17.12).

            E nos últimos momentos, antes de Cristo ser entregue aos seus executores, reuniu os  discípulos  que haviam de trabalhar pelo seu nome, e lhes falou sobre as perseguições e tribulações que havia de vir sobre eles, e os instruiu dizendo:
Tenho-vos dito essas coisas para que não vos escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; e vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus (João capítulo 16). Jesus avisou previamente e declarou: Expulsar-vos-ão das sinagogas

            Então perguntamos: Quem, e em que ocasião os seus discípulos serão expulsos das sinagogas? Certamente todo aquele que discordar da doutrina das instituições eclesiásticas religiosas denominacionais apelidadas de “igreja”, legalmente constituídas, torna-se candidato a expulsão.

              Ao pregar o Evangelho nas “igrejas”, caso o sermão seja em harmonia com a doutrina  estabelecida pelo estatuto da organização, com certeza será bem-vindo e acolhido no seio da congregação. Mas ainda que a pregação esteja em conformidade com a Palavra, mas contrariar os princípios doutrinários da instituição, você estará fora do sistema.
E para isso, não precisa muita coisa não, basta pregar só a Verdade estabelecida no Evangelho de Cristo, anunciar, por exemplo, que o homem tem que viver do suor do seu rosto, porque hoje não existe mais a figura do levita, que DÍZIMOS e OFERTAS são ordenanças abolidas, e no tempo da graça ninguém precisa pagar mais nada pelas bênçãos e salvação, porque Cristo pagou o mais alto preço pela aspersão do seu próprio sangue. 

             Pronto, você nem imagina o tamanho da confusão que você acabou de arrumar com a  liderança, e até mesmo com os membros da igreja, os quais patrocinam a mordomia do clero.

            Mas poderá alguém contrariar a verdade de Cristo em detrimento a doutrina de homem? Nós não recebemos o Evangelho por vontade de homem algum, e o nosso compromisso é com o nosso Salvador, e os que desejam alcançar o Reino de Deus terão que praticar a verdade, ao contrário, não verão a sua glória do Altíssimo.
            O Capítulo 9 do Evangelho de João, narra que o Senhor curou um rapaz cego de nascença, e esse, fora  pressionado e perseguido pelos fariseus (principal religião entre os judeus), por causa do nome do Senhor, como também os seus pais, os quais negaram a Jesus (João 9.22) porque temiam os judeus, porquanto os judeus tinham resolvido que, se alguém confessasse ser Ele o Cristo, seria expulso da sinagoga.

            Apesar de tudo, até muitos dos principais entre os judeus creram em Jesus; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga (João 12.42). E os fariseus continuam administrando as igrejas, e anunciando um evangelho apócrifo, conhecido nos meios evangélicos como  o evangelho da prosperidade, enganando e sendo enganados.

              Testemunho por experiência própria, no início da minha conversão, comecei lendo o Novo Testamento, e o Espírito Santo de Deus revelava-me a Palavra, sentia o Espírito de Deus cochichando aos meus ouvidos,  e quando eu participava de algum culto,  observava a pregação, que na maioria das vezes, afrontava a verdade de Cristo. 

            Aquilo me causava angústia e vez por outra tentei me aproximar desses pregadores e anunciar a verdade, porque na minha ingenuidade, acreditava que poderiam mudar e prestar um grande serviço a Deus, mas eles me recebiam com pedras, me tratavam como neófito, e diziam que eu precisava orar e pedir sabedoria a Deus para entender a licitude e benefícios dos dízimos e ofertas, como também, outras doutrinas estranhas que aplicam às “igrejas”.

             Certa ocasião, ao visitar uma grande denominação da cidade de Londrina, o “pastor” estava orando no púlpito, e ao me ver adentrar, pronunciou a seguinte frase: “Irmãos, o inimigo não quer o crescimento financeiro desta igreja”. Aquilo me causou profunda dor, não pela humilhação sofrida, mas pela infelicidade na colocação das suas palavras, porque dias antes, eu havia lhe anunciado justamente a verdade de Cristo, o qual disse aos seus: De graça recebeste, de graça dai

            Conclui-se que o inimigo que não queria o crescimento financeiro da igreja que se referia esse “pastor”, só pode ser Cristo, porque não fomos nós quem escreveu o Evangelho, mas toda Palavra foi divinamente inspirada pelo Espírito Santo do Senhor.
Em outra igreja, o “pastor” fez uma pregação  exclusivamente direcionada a minha pessoa, objetivando humilhar-me ao saber que havíamos passado uma cópia do estudo bíblico a verdade sobre os dízimos para um membro da sua igreja. 

             E na sua preleção, ele declarou: “Sou um pastor formado há tantos anos (não me lembro quanto tempo) e não admito heresias de neófito na minha igreja”.  Esse “pastor” contraditou tanto, que ao fim da sua pregação as suas palavras tornaram-se peçonhentas contra si mesmo, pois, confessou: “Eu sei que o dízimo pela lei é abolido, mas o dízimo de Abraão, esse dízimo jamais será revogado”. Na realidade ele não tem noção da amplitude de sua heresia.

Outro “pastor” me alertou em tom ameaçador: Irmão pare com isso, porque você é uma formiguinha que está caminhando de encontro a uma manada de elefantes. Você acha que se fosse assim, Deus iria deixar de revelar essas coisas a tantos pastores sábios, para revelar justo a você, que é um neófito? 
Observem que esse “pastor” também contraditou Jesus novamente, o qual declarou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultastes essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. 

            Nesse tempo, abriu-se uma igreja próxima da minha casa, fiz algumas visitas e o “pastor” com a sua esposa começaram a frequentar nossa casa. Certo dia, ele começo a me falar sobre o dízimo, então rechacei essa ordenança do Antigo Testamento. Ambos  ficaram excessivamente nervosos, e só não me agrediram fisicamente porque estavam dentro da minha casa, mas não pouparam agressão verbal, e encerraram a amizade não só com minha pessoa, mas com todos da minha família.
Nessa caminhada recebemos muita afronta dos defensores dos dízimos, entretanto, de minha parte nunca com espírito de contenda, mas sempre com mansidão, e vários nos deram as costas, e o mais curioso é que a maioria dos pastores diz sempre a mesma coisa: “O irmão precisa orar muito para discernimento que é lícito receber o dízimo no Novo Testamento”. 

            E constantemente somos execrados através do fale conosco do site, quando não, pessoalmente. E tudo isso ocorre por uma única razão: Porque anunciamos que a obra de Cristo deve ser realizada de graça como faziam os seus apóstolos e discípulos, conforme ordenança da Palavra do Senhor no Novo Testamento. Mas essas afrontas não são motivos para enfraquecer a nossa fé, ao contrário, há razão de sobra para  alegrarmo-nos, porque no Evangelho de Mateus 5.10-12, Jesus nos conforta dizendo:  
            Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus;  bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa.  Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

            E na primeira carta aos Coríntios 4.13, a Palavra relata que somos blasfemados e rogamos; chegamos a ser como o lixo deste mundo e como a escória de todos.

            O capítulo 4 do Evangelho de Lucas, conta que Jesus, ao declarar-se ungido de Deus para evangelizar os pobres, pregoar liberdade aos cativos e dar vistas aos cegos,  todos  na sinagoga, ouvindo essas coisas, se encheram de ira.  E, levantando-se, O expulsaram da cidade e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem. 
A igreja primitiva de Cristo também sofreu uma perseguição ferrenha  pelos judeus, os quais  taparam os ouvidos para não ouvir falar de Cristo, para não mudar os costumes legado por Moisés.

            Muitos dos discípulos foram presos, açoitados e sofreram morte violenta. Os judeus respiravam  ameaças e  muitas vezes, castiga-os por todas as sinagogas,  não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça. E com a igreja de Cristo não será diferente, coisas inesperadas ainda acontecerão, mas não há nada a temer, mas crer  somente, que servimos a um Cristo vivo, que não permitirá que sejamos tentados acima daquilo que possamos suportar, porque com a tentação virá também o escape (I Coríntios 10.13).

            O Senhor ampara os que são seus.  Vamos ao bom combate até o fim, porque grande será o galardão no Reino do Céu, porque o Senhor disse: Quem  ouve a vós, a mim me ouve; e quem rejeita a vós a mim rejeita; e quem a mim  rejeita, rejeita aquele que me enviou (Lucas 10.16).
Isso vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim (João 16.3).              

Louvai ao Senhor!
Comunidade Evangélica Cristo é a Verdade
WWW.cristoeaverdade.net

19 de maio de 2013

ERRADO É, MAS PREFIRO CONTINUAR NO ERRO.


A verdadeira igreja de Cristo constituída por adoradores do Pai em Espírito e em verdade, que não se sujeita à servidão dos empresários da fé para anunciar o Evangelho livremente, como também não aceita ouro e nem prata em detrimento ao sacrifício e o sangue de Cristo, esse pequeno rebanho vive sob constante humilhação pelos grupos chamados “evangélicos”.
Hostilizados por não se conformar com doutrinas anti bíblicas aplicadas na maioria das instituições religiosas, são tidos por herege por anunciar a essência da verdade expressa no Evangelho de Cristo, mas o que nos encoraja e fortalece a fé é a credibilidade na Palavra do Senhor pelos servos compromissados com a Verdade, como também testemunho de irmãos ainda que distantes, porque passam pela mesma opressão. Mas sentimo-nos seguros e na certeza que caminhamos no rumo certo guardando a mensagem da cruz em verdadeira justiça, e a destra do Altíssimo nos sustenta e conforta.
Cremos nas promessas e virtudes do nosso Consolador, o Espírito Santo do Senhor, porem, não compartilhamos com esses movimentos intitulados “pentecostais”, como oração no monte, movimento celular G12, cair na unção, rê tê tê, danças, música gospel, teatro, e outras heresias praticada pelas instituições religiosas eclesiásticas que o homem apelidou de "igreja".
Também não contaminamos com doutrinas criadas pelo homem com fins lucrativos, como evangelho da prosperidade, campanha, comércio envolvendo o nome do Senhor, música gospel e outras falácias que vem em decorrência do aparecimento degenerado de tantas vãs doutrinas e preceitos ilusórios sem fundamento no Evangelho de Cristo, porque a capitalização das instituições religiosas (igrejas) gera corrupção e distancia o servo do seu Senhor, mas não vos assusteis, é o cumprimento das profecias porque estamos vivendo o princípio dos últimos tempos.
Observem que em II Pedro (2.1 a 3), relata que: assim como houve entre o povo falsos profetas, haverá também entre vós falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade; e, por avareza, farão comércio de vós com palavras fingidas; sobre os quais já de longo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dorme.
As profecias testificam os acontecimentos atuais nas igrejas denominacionais, o homem conclui um curso de teologia, toma sobre si a responsabilidade de apascentar um rebanho, e sai por aí negando a eficácia do amor anunciado por Cristo em todos os livros do Novo Testamento, ainda que isso resulte em prejuízo a salvação do seu próximo.
Optam sempre pelo modernismo do evangelho da prosperidade, e outras alucinações introduzidas na igreja por avareza do homem, mas o próprio Jesus alerta no livro de Mateus 7.15, dizendo: Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores (isso o faz lembrar-se de alguém?)
E em tudo isso há uma tragédia maior ainda: Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29), por essa razão é indispensável examinar tudo, e reter o bem (I Tessalonicenses 5.21).
E muitos pregadores, tentarão justificar-se alegando que as censuras e advertências proferidas por Jesus, foram direcionadas especificamente aos Judeus, pois bem, primeiramente é preciso discernimento espiritual para entender que Cristo não veio ensinar os judeus a viverem bem a velha aliança, Ele veio justamente para nos libertar das obras da lei e resgatar o homem do pecado e da morte.
Então perguntamos: Qual a doutrina ordenada aos judeus, e qual a doutrina para os seguidores de Cristo? É óbvio que a doutrina para os judeus fora constituída pela lei de Moisés. No entanto, Jesus disse: Um Novo Mandamento vos dou (João 13.34), porque é pelo Novo Testamento que virá a salvação (I Coríntios 15.1, 2 – Romanos 1.16).
A Palavra de Deus é viva e eficaz, e Senhor é o mesmo ontem, hoje e será eternamente, assim também estejamos atentos à Palavra do Novo Testamento comparando os ensinamentos da igreja moderna e verão a contradição ao Evangelho de Cristo.
O Senhor recomenda a permanecermos vigilantes, e alerta: Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam (João 5.39), e nos aconselha a não confiar em tudo o que o homem pregar concernentes aos mandamentos, porque assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem (Jeremias 17.5), mas Bem-aventurado o homem que põe a sua confiança no Senhor (Salmos 40.4).
E um exemplo de vigilância a ser imitado consta em Atos capítulo 17, ocasião em que Paulo e Silas anunciavam a Cristo na cidade de Tessalônica, e sendo perseguidos por causa da inveja dos judeus obstinados foram para a cidade de Beréia, e o povo recebeu o Evangelho com alegria e perseverança, entretanto, esses foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a Palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.
Exatamente isso que a igreja de Cristo precisa, tomar o exemplo dos irmãos de Beréia e examinar nas escrituras se a doutrina da sua igreja e o ensinamento que tem recebido está em conformidade com o Evangelho de Cristo, conferir se a sua igreja está vivendo o tempo da graça, ou se ainda está na ordenança da Velha Aliança.
Jesus tomou sobre si toda responsabilidade indispensável para alcançarmos a vida eterna e manifestou toda a sua vontade nas escrituras do Novo Testamento, por isso, quando o Senhor vier na sua glória, e encontrá-lo vivendo um evangelho fácil apenas de aparências, você não terá argumento para se justificar, sob alegação que fora enganado pelo líder da sua “igreja”, porque o Senhor irá separar os reprovados para a esquerda e lhes dirá: Errais por não conhecer as escrituras e nem o poder de Deus. Errou porque optou em crer na palavra do seu pastor, ao invés de buscar entendimento nas escrituras. Errou porque se acomodou na facilidade em aceitar a doutrina imposta pelo homem.
Nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo (II Pedro 1.20 e 21).
Em João 14.26 há promessa do Senhor Jesus para não nos deixar órfão, o qual nos dará do seu Espírito Santo para nos ensinar todas as coisas fazendo-nos lembrar das suas Palavras e dos seus ensinamentos para andarmos segundo a sua vontade, vejamos: Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Portanto, aquele que tem o Espírito Santo do Senhor Jesus não anda na mentira e doutrinas vãs que não constam no Evangelho, antes guarda os seus mandamentos e faz a sua vontade porque tem discernimento das obras do pecado e da santidade recomenda por Jesus àqueles que O amam: porque toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, replicar, corrigir e instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra (II Timóteo 3.16 e 17).
Como também II Pedro (3.15, 16), exorta dizendo: O nosso amado irmão Paulo vos escreveu, falando disto, em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.
Esta palavra é um alerta sobre o cuidado que precisamos exercer referente aos mandamentos de Cristo. Hoje existe uma avalanche de pregadores e dirigentes de igrejas torcendo a verdade de Jesus em mentira, beneficiando-se do sacrifício e do sangue de Cristo, que por muitos foi derramado, deslumbrando apenas as prosperidades materiais; buscando somente alegria momentânea nas instituições religiosas chamadas de “igrejas”. Crente só de aparência, brincando com o poder de Deus, porque não conseguem discernir os pontos difíceis da Palavra, os quais só podem ser distinguidos espiritualmente. E isso é muito perigoso, porque Jesus advertiu: Por tuas palavras serás justificado, por tuas palavras serás condenado (Mateus 12.37), considere:
Evangelho de João 14.15, disse Jesus: Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. Portanto, é indispensável guardar os mandamentos do Senhor, sem acrescentar e nem omitir nada, porque o céu e a terra, passarão, mas as Palavras do Senhor Jesus não hão de passar sem que tudo se cumpra (Lucas 21.33).
Disse Jesus: Eu testifico a todo aquele que ouvir as Palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;
E, se alguém tirar quaisquer Palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro (Apocalipse 22.18,19).
Louvai ao Senhor
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Irmão Carvalho, apenas servo pela misericórdia do Altíssimo

17 de maio de 2013

É BÍBLICO: A MULHER SÁBIA EDIFICA A SUA CASA



Provérbios 14.1 diz: Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derruba com as suas próprias mãos.  Mas em que circunstância o Senhor contempla a sabedoria da mulher e lhe concede virtudes para edificar e abençoar todos sobre a sua casa? Porventura estaria o Senhor referindo-se a mulher culta, intelectual, com formação acadêmica? Certamente, a Palavra não está atribuindo essa dádiva a mulher, pela sabedoria adquirida nos bancos escolares.


E a revelação vem no livro dos Salmos 111.10, afirmando que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e em Provérbios 11.2 diz: Com os humildes está a sabedoria.

O Senhor faz alusão à sabedoria da mulher dotada de humildade espiritual, legada em alguns exemplos clássicos da Palavra, como Sara mulher estéril, sendo da idade de noventa anos, e tendo cessado o costume das mulheres, mas pela sua fé e temor a Deus, não duvidou da promessa do Senhor em lhe abençoar, dando-lhe um filho em sua velhice, colocando-a como mãe das multidões das nações pelo concerto que o Senhor havia feito com o seu marido, o nosso pai na fé, o patriarca Abraão, sendo esse da idade de cem anos (Gênesis cap. 21).

Há referência também da sabedoria de Rute que, entrou na viuvez ainda jovem, mas não abandonou a pobre sogra órfã, antes apegou-se a ela, recusando em voltar para o conforto da casa dos seus pais, terra onde nascera, optou em ampará-la em sua aflição, acompanhando-a junto a um povo que dantes não conhecia, e o Senhor a galardoou pelo seu caráter solidário, pelo seu amor, sua fé e sabedoria.

Não poderíamos deixar de sublimar a sabedoria de Ana (I Samuel (cap. 1), quando atribulada, humilhada, e excessivamente irritada pela sua competidora, porque o Senhor lhe havia cerrado a madre, ela, pois, com amargura na alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente, e fez um voto dizendo:

Senhor dos Exércitos, se benignamente atenderes para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, e a tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei para todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passarás navalha.

E aconteceu que na mesma noite, o Senhor se lembrou de Ana, e concebeu, e teve um filho, e chamou o seu nome Samuel. O Senhor honrou a sua fé, humildade e sabedoria porque buscou no Senhor as suas precisões e alívio das suas angústias e tribulações.

Precisamos enfatizar também, o delírio de algumas mulheres néscias, que pela insensatez traspassaram a si mesma com muitas dores. Fato consumado a mulher de Ló, quando o Senhor fez cair fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas, essa mulher, em seu desvairo e desobediência, olhou para trás e foi convertida numa estátua de sal depois de ter sido liberta de uma terra onde havia corrupção e pecado em abundância (Gênesis cap. 19).

Acontecimento semelhante ocorreu com a mulher de Jó (Jó cap. 1-3), a qual, pela ausência de fé, não conhecendo os propósitos do Senhor, acabou por blasfemar contra Ele dizendo a Jó: Ainda reténs a sua fidelidade? Amaldiçoa o teu Deus e morra. Jó, repreendeu-a porque falava como uma louca. Em tudo isso não pecou Jó, e pelo Senhor foi agraciado.

Necessário é ressaltar também o desatino de Safira, mulher de Ananias, a qual, em cumplicidade com o seu marido, ambos foram flagrantemente apanhados em mentira ao Espírito Santo de Deus (Atos cap. 5), e morreram, porque os mentirosos não herdarão o Reino de Deus. 

ALGUMAS DAS VIRTUDES DA MULHER SÁBIA

O capítulo 31 do livro de Provérbio de Salomão aconselha e exalta algumas das virtudes da mulher sábia, diante dos olhos do Senhor para que as tomamos como exemplo e testemunho de fé.  Observem:

Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias.   O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho.

Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e linho e de bom grado trabalha com as mãos.

É como o navio mercante: De longe traz o seu pão. É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas.

Ela percebe que o seu ganho é bom; abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado. Não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate. Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e de púrpura.

Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra.

Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, a força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações.    

Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua. Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça.

Levantam-se seus filhos e lhe chamam afortunada; seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas dominas.

Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.  Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras.

Amada irmã em Cristo, você observou a profundidade do concerto que Deus definiu e recomendou especialmente a mulher? Ele não mencionou o homem, por uma questão de funções dentro da família, mas incumbiu a mulher para exaltar a sua casa, edificar os seus entes queridos pelo testemunho de humildade, perseverança, fé e sabedoria no temor aos mandamentos do Senhor.  

Portanto mulher, a sua realização está diante de ti, na sua boca e no seu coração, porque com o coração crê para justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Sê sábia no Senhor, e serás salva tu e a tua casa.

O DEVER DA MULHER CRISTÃ

Timóteo 2.9, 10 descreve: As mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças (penteados mirabolantes), ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém às mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.

O que também fora ratificado I Pedro (3.3), onde relata que: O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestes.

Em Tito 2.3-5, exorta: As mulheres idosas, que sejam sérias no seu viver, como convêm a santas, não caluniadoras, não dadas ao vinho, mestras no bem; para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, e a seus filhos; a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a Palavra de Deus não seja blasfemada

A VAIDADE MORTAL

Relata a Palavra que a criação está sujeita à vaidade (Romanos 8.20), por isso às vezes, até mesmo por impulso, a mulher, ao deparar com manequins em vitrines de lojas com trajes extravagantes, passa a contemplar, e os seus olhos acabam enchendo o seu coração de cobiça e vaidade.

Mas é bom trazer a mente que aquela estatueta manipula pelas mãos humanas não possui alma e nem compromisso com Deus, mas você mulher, tem um espírito que é imortal, e ao deixarmos esta vida, só há dois lugares onde o espírito irá permanecer até o grande dia do julgamento do Senhor Jesus, a saber: O Paraíso de Deus ou o hades (quer dizer inferno) com satanás e sua malignidade.

Observem a menção da palavra em Romanos 6.12 e 13 alertando: Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas cobiças; nem tão pouco apresenteis os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivo dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.

            Portando, o Senhor exorta a mulher sobre o seu dever e vigilância, para que a sua beleza seja no seu modo de agir, na pureza e santidade do seu coração, simplicidade no exterior do seu corpo, liberta e desprovida de toda vaidade. Que não se afeiçoe à vaidade, aos costumes mundanos e não ande na loucura das paixões infames.

Porque o resultado da insensatez pela vaidade é desastroso, é só observar os órgãos de imprensa noticiando frequentemente morte de mulheres após aplicação de alguns produtos usados no tratamento do cabelo ou da pele, pela ação dos produtos químicos no organismo humano.

           Conhecemos uma jovem empreendedora, executiva de classe média, tendo sido submetida a uma cirurgia de estética para correção dos seios, poucos dias além do pós operatório, foi sucumbida fatalmente pela ação fulminante de uma bactéria letal, adquirida durante o processo de cirurgia.

            Lamentavelmente, tornou-se uma prática comum a deformação no corpo de muitas mulheres pelo ato de cirurgia plástica, quando não o óbito por esse procedimento ou pela ingestão de medicamentos incompatíveis, como também uma infinidade de complicações em cirurgias simples de estética, que a mulher acaba perdendo a vida precocemente, pelo desejo de alterar a forma natural que Deus a criou, vitimando a si mesma, pela vaidade, a qual dá origem a esses e a outros traumas, e ainda não citamos a doença da anorexia que vem acompanhada da depressão, angústia e muita dor para o paciente e toda família, tudo motivada pela obsessão na perseguição a um resultado satisfatório para estética e beleza física, o que na maioria das vezes acaba sucumbindo à paciente a morte. Tudo isso acaba se transformando em suicídio, e os suicidas não herdarão o reino do céu.

Mas você mulher, para ser bela para o Senhor seu Deus, não precisa acrescentar e nem deduzir nada no seu corpo. É impossível dimensionar o seu valor e o imensurável amor que o Senhor Deus tem por você.   Ele só olha para o seu interior, para a singeleza do seu coração, o que você fizer para ornamentar o seu exterior não tem valor algum para Deus, aliás, Ele abomina toda vaidade.

A palavra assegura com clareza que a beleza da mulher não está na moldagem dos seus cabelos pela habilidade do artífice, no fino trato da sua pele ou na extravagância das suas vestes, porque você já tem a luz de Cristo que ilumina o seu rosto e faz a diferença entre você e a que não teme a Deus.

Mas quando a mulher se dá ao luxo de usar produtos cosméticos, jóias para melhorar o visual, roupas finas para apresentar-se bem esteticamente, esses acessórios produzem um efeito contrário, ofuscam a luz do Espírito Santo de Deus, porque são coisas inúteis, supérfluas e vãs que desagradam ao Senhor, porque o seu corpo é o templo do Espírito Santo, e esse templo tem que ser íntegro, puro, santificado, porque Deus não olha para a sua beleza externa, mas para o interior do seu coração.

No livro de Eclesiastes, a palavra do Senhor diz que toda vaidade é aflição de espírito, mas a mulher que tem compromisso com os mandamentos de Cristo tem paz no coração, e precisa se conscientizar disso, e saber que a sua beleza não está na aparência física, mas no desprovimento de toda vaidade que muitas de vós estão sujeitas.

A sua beleza está na sabedoria em servir a Deus com toda humildade, santidade e na obediência aos mandamentos do Senhor.

A mulher precisa se conscientizar da sua fundamental importância no seio familiar, e ter a confiança que pela sua sabedoria, fé e humildade, vai trazer um relacionamento harmonioso de paz para dentro da sua casa, para que, se algum marido não obedece a palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra (I Pedro 3.1)

Para sua reflexão: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

 Louvai ao Senhor. 
Portal Evangélico - Cristo é a Verdade.

13 de maio de 2013

O EVANGELHO É UM SÓ



01 - Jesus disse: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” Seus discípulos ficaram espantados, tão quantos ficariam frente ao “Movimento da Prosperidade”. Então Jesus elevou ainda mais o espanto deles, dizendo: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.” Eles responderam em descrença: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus disse, “Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.” (Marcos 10:23-27).

Isso significa que o espanto dos discípulos tinha fundamento. Um camelo não pode passar pelo fundo de uma agulha. Isso não é uma metáfora para algo que requer muito esforço ou humilde sacrifício. Não dá para ser feito. Sabemos disso porque Jesus disse Impossível! Foi à palavra Dele, não a nossa. “Para os homens, é impossível.” O ponto é que a mudança de coração exigida é algo que o homem não pode fazer por si mesmo. Deus precisa fazê-lo — “… contudo, não [é impossível] para Deus.”

Não conseguimos nos fazer parar de valorizar o dinheiro acima de Cristo. Mas Deus pode. Isso são boas novas. E isso deveria ser parte da mensagem que os pregadores da prosperidade anunciam antes que incitem as pessoas a se tornarem mais como um camelo. Por que um pregador iria querer anunciar um evangelho que encoraja o desejo de ser rico, confirmando deste modo as pessoas em seu desajuste ao reino de Deus?

02 - O apóstolo Paulo admoestou contra o desejo de ser rico. E por implicação, advertiu contra pregadores que incitam o desejo de ser rico ao invés de ajudar as pessoas a se livrarem disso. Ele alertou: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (1Timóteo 6:9-10).

Essas são palavras muito sérias, mas não parecem encontrar um eco na pregação do evangelho da prosperidade. Não é errado para o pobre querer medidas de prosperidade para que tenha o que precisa, e possa ser generoso e dedicar tempo e energia a tarefas que exaltem a Cristo em vez de lutar para sobreviver. Não é errado buscar ajuda em Cristo para isso. Ele se importa com nossas necessidades (Mateus 6:33).

Mas todos nós — pobres e ricos — estamos em constante perigo de firmar nosso amor (1João 2:15-16) e nossa esperança (1Timóteo 6:17) nas riquezas ao invés de em Cristo.
Esse “desejo de ser rico” é tão forte e tão suicida que Paulo usa a linguagem mais forte para nos alertar. Minha súplica é para que os pregadores da prosperidade façam o mesmo.

03 - Jesus adverte contra o esforço para acumular tesouros na terra; ou seja, Ele nos manda ser donatários, e não proprietários. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mateus 6:19-20). 

Sim, todos nós guardamos alguma coisa. Jesus admite isso. Ele não espera, exceto em casos extremos, que nosso desejo de ofertar signifique que não seremos mais capazes de dar. Haverá um tempo em que daremos nossa vida por alguém, e então não seremos mais capazes de ofertar. Mas ordinariamente, Jesus espera que vivamos de tal forma que haja um padrão contínuo de trabalho, ganho, vida simples e doação contínua.
Mas dada a tendência intrínseca à ganância em todos nós, Jesus sente a necessidade de advertir contra “acumular tesouros na terra”. Isso se assemelha a ganho, mas leva apenas à perda (“traça e ferrugens corroem e ladrões escavam e roubam”). Meu apelo é que a advertência de Jesus encontre um forte eco nas bocas dos pregadores da prosperidade.

04 - “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.” (Efésios 4:28). Isso não é uma justificativa para ser rico de modo que possa dar mais. É um chamado para fazer mais e guardar menos, e então você poderá dar mais. Não há razão para que uma pessoa que prospera mais e mais em seus negócios deva ampliar a extravagância de seu estilo de vida indefinidamente. Paulo diria: Cubra suas despesas e doe o resto.

Não posso determinar o seu “cobrir”, mas em todos os textos que temos visto nesta série, há um impulso em direção à simplicidade e à generosidade extravagante, não a posses extravagantes. Quando Jesus disse: “Vendei os vossos bens e dai esmola” (Lucas 12:33), Ele pareceu sugerir não que os discípulos fossem abastados e pudessem dar de sua abundância. Parece que eles tinham tão pouco patrimônio líquido, que tinham que vender algo para terem algo para dar.

Por que os pregadores iriam querer encorajar as pessoas a pensarem que elas deveriam possuir riquezas para serem donatários generosos? Por que não encorajá-los a manterem suas vidas mais simples e serem ainda mais generosos em suas doações? Isso não acrescentaria em sua generosidade um forte testemunho de que Cristo — e não as posses — é seu tesouro?

05 - A razão pela qual o autor de Hebreus nos diz para estarmos contentes com o que temos é que o oposto implica em menos fé nas promessas de Deus. Ele diz: “Seja a vossa vida sem amor ao dinheiro. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei nunca te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13:5-6).Por um lado, podemos confiar no Senhor como nosso auxílio. Ele proverá e protegerá. E nesse sentido, há certa medida de prosperidade que Ele nos dará. “Vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas” (Mateus 6:32). Mas, por outro lado, quando se diz: “Seja a vossa vida sem amor ao dinheiro. Contentai-vos com as coisas que tendes”, pois Deus promete nunca nos deixar, isso deve significar que podemos facilmente nos mover da confiança em Deus para nossas necessidades, para o usar Deus para nossas vontades.

A linha entre “Deus, me ajude” e “Deus, me enriqueça” é real, e o autor de Hebreus não quer que a ultrapassemos. Os pregadores deveriam ajudar seu povo a se lembrar e reconhecer essa linha ao invés de falar como se ela não existisse.

06 - Jesus adverte que a Palavra de Deus, o Evangelho, o qual tem por objetivo nos dar vida, pode ser sufocado até a morte pelas riquezas. Ele diz que ele é como uma semente que cresce entre espinhos: “São os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com… riquezas… da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer” (Lucas 8:14).

Os pregadores da prosperidade deveriam advertir seus ouvintes de que há um tipo de prosperidade financeira que pode sufocá-los até a morte. Por que quereríamos encorajar as pessoas a buscar exatamente aquilo que Jesus adverte que pode nos deixar sem frutos?

07 - O que há nos cristãos que faz deles o sal da terra e a luz do mundo? Não são as riquezas. O desejo por riquezas e a busca de riquezas têm sabor e aparência do mundo. Desejar ser rico nos torna como o mundo, não diferentes. Justo no ponto onde deveríamos ter um sabor diferente, temos a mesma cobiça maliciosa que o mundo tem. Neste caso, não oferecemos ao mundo nada diferente do que ele já crê. 

A grande tragédia da pregação da prosperidade é que uma pessoa não tem que ser acordada espiritualmente para abraçá-la; ela precisa apenas ser gananciosa. Ficar rico em nome de Jesus não é o sal da terra ou a luz do mundo. Nisto, o mundo simplesmente vê um reflexo de si mesmo. E se eles são “convertidos” a isso, eles não foram realmente convertidos, mas apenas colocaram um novo nome numa vida velha.

O contexto na fala de Jesus nos mostra o que o sal e a luz são. É a alegre boa vontade de sofrer por Cristo. Eis o que Jesus disse:
“Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo.” (Mateus 5:11-14)

O que fará o mundo saborear o sal e ver a luz de Cristo em nós, não é que amemos as riquezas da mesma forma que eles amam. Pelo contrário, será a boa vontade e a habilidade dos cristãos de amar aos outros em durante o sofrimento, a todo tempo exultando porque seu galardão está nos céus com Jesus. “Regozijai-vos e exultai [nas dificuldades]… Vós sois o sal da terra.” Salgado é o sabor da alegria nas dificuldades. Esta é a vida inusitada que o mundo pode saborear como diferente.

Tal vida é inexplicável em termos humanos. É sobrenatural. Mas atrair pessoas com promessas de prosperidade é simplesmente natural. Não é a mensagem de Jesus. Não é aquilo que ele alcançou com sua morte.

08 - O que falta na maioria das pregações da prosperidade é o fato de que o Novo Testamento enfatiza a necessidade de sofrimento muito mais do que o conceito de prosperidade material.
Jesus disse: “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa” (João 15:20). E outra vez disse: “Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais [difamam] aos seus domésticos?” (Mateus 10:25).

Paulo fez lembrar aos novos crentes em suas viagens missionárias que “através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:22). E disse aos crentes em Roma que seu sofrimento daqueles era uma parte necessária do caminho para a herança eterna.

“O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8:16-18).

Pedro também disse que o sofrimento é o caminho natural para a bênção eterna de Deus.

“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus” (1 Pedro 4:12-14).

O sofrimento é o custo natural da piedade. “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12). Estou ciente de que estas palavras sobre o sofrimento se revezam entre um sofrimento mais generalizado como parte da queda (Romanos 8:18-25) e um sofrimento específico devido às hostilidades humanas. Mas argumentarei mais tarde no capítulo 3 que quando isso se refere ao propósito de Deus, não há diferença substancial.

Os pregadores da prosperidade deveriam incluir em suas mensagens um ensino significativo sobre o que Jesus e os apóstolos disseram a respeito da necessidade do sofrimento. Importa que ele venha, Paulo disse (Atos 14:22), e prestamos um desserviço não contando isso cedo aos jovens discípulos, causamos-lhes um prejuízo. Jesus disse isso mesmo antes mesmo da conversão, para que os prováveis discípulos já contassem com o custo: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33).

09 - O Novo Testamento não apenas deixa claro que o sofrimento é necessário para os seguidores de Cristo, ele também se empenha em explicar o porquê e quais são os propósitos de Deus nisso. É crucial que os crentes conheçam esses propósitos. Deus os revelou para nos ajudar a entender porque sofremos e para nos passar como ouro pelo fogo. Em Regozijem-se as Nações, no capítulo sobre o sofrimento, eu revelo esses propósitos. Aqui eu apenas os enumerarei e direi aos pregadores da prosperidade: Incluam os grandes ensinos bíblicos em suas mensagens. Recém-convertidos precisam saber por que Deus ordena que eles sofram.
1. Sofrimento aprofunda a fé e a santidade.
2. Sofrimento faz seu cálice crescer.
3. Sofrimento é o preço de encorajar os outros.
4. Sofrimento preenche o que falta nas aflições de Cristo.
5. Sofrimento fortifica o mandamento missionário do “ide”.
6. A supremacia de Cristo é manifesta no sofrimento.

10 - Uma mudança fundamental aconteceu com a vinda de Cristo ao mundo. Até aquele tempo, Deus focou sua obra redentora em Israel com obras eventuais entre as nações. Paulo disse: “Nas gerações passadas, [Deus] permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos” (Atos 14:16). Ele os chamou de “tempos da ignorância.”
“Não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (Atos 17:30).

Agora o foco passou de Israel para as nações. Jesus disse: “O reino de Deus vos será tirado [Israel] e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos [seguidores do Messias]” (Mateus 21:43). Um endurecimento veio sobre Israel até que o número total das nações entrasse (Romanos 11:25).
Uma das principais diferenças entre essas duas épocas é que, no Antigo Testamento, Deus glorificou amplamente a si mesmo ao abençoar Israel, de modo que as nações pudessem ver e saber que o Senhor é Deus.

“Faça ele [o Senhor] justiça ao seu [...] povo de Israel, segundo cada dia o exigir, para que todos os povos da terra saibam que o SENHOR é Deus e que não há outro” (1Reis 8:59-60).

Israel não foi enviada como uma “Grande Comissão” para ajuntar as nações; pelo contrário, ela foi glorificada para que as nações vissem sua grandeza e viessem a ela. Então, quando Salomão construiu o templo do Senhor, foi espetacularmente abundante em revestimentos de ouro.

O Santo dos Santos tinha vinte côvados de comprimento, vinte côvados de largura e vinte côvados de altura. E foi coberto com ouro puro. Ele também cobriu de ouro um altar de cedro. E Salomão revestiu o interior da casa com ouro puro, e fez passar correntes de ouro frente ao Santo dos Santos, o qual também cobriu de ouro. E cobriu de ouro toda a casa, inteiramente. Também cobriu de ouro todo o altar que estava diante do Santo dos Santos. (1Reis 6:20-22)

E quando ele mobiliou o templo, o ouro mais uma vez se tornou igualmente abundante.
Então Salomão fez todos os utensílios que estavam na casa do Senhor: o altar de ouro, a mesa de ouro para os pães da proposição, os castiçais de ouro finíssimo, cinco à direita e cinco no lado sul e cinco no norte diante do Santo dos Santos; as flores, as lâmpadas e as linguetas, também de ouro; as taças, espevitadeiras, bacias, recipientes para incenso e braseiros, de ouro finíssimo; as dobradiças para as portas da casa interior e do Santo dos Santos, também de ouro. (1Reis 7:48-50)

Salomão levou sete anos para construir a casa do Senhor. E então levou treze anos para construir sua própria casa (1Reis 6:38 e 7:1). Ela também era abundante em ouro e pedras de valor (1Reis 7:10).
Então, quando tudo estava construído, o nível de sua opulência é visto em 1Reis 10, quando a rainha de Sabá, representando as nações gentias, vai ver a glória da casa de Deus e de Salomão. Quando ela viu, “ficou como fora de si” (1Reis 10:5). Ela disse: “Bendito seja o SENHOR, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no trono de Israel; é porque o SENHOR ama a Israel para sempre, que te constituiu rei” (1Reis 10:9).

Em outras palavras, o padrão no Antigo Testamento é uma religião venha-ver. Há um centro geográfico do povo de Deus. Há um templo físico, um rei terreno, um regime político, uma identidade étnica, um exército para lutar as batalhas terrenas de Deus, e uma equipe de sacerdotes para fazer sacrifícios animais pelos pecados.

Com a vinda de Cristo tudo isso mudou. Não há centro geográfico para o Cristianismo (João 4:20-24); Jesus substituiu o templo, os sacerdotes e os sacrifícios (João 2:19; Hebreus 9:25-26); não há regime político Cristão porque o reino de Cristo não é deste mundo (João 18:36); e nós não lutamos batalhas terrenas com carruagens e cavalos ou bombas e balas, mas sim batalhas espirituais com a palavra e o Espírito (Efésios 6:12-18; 2Coríntios 10:3-5).

Tudo isso sustenta a grande mudança na missão. O Novo Testamento não apresenta uma religião venha-ver, mas uma religião vá-anunciar. “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:18-20).

As implicações disso são enormes para a forma que vivemos e a forma que pensamos a respeito de dinheiro e estilo de vida. Uma das implicações principais é que nós somos “peregrinos e forasteiros” (1Pedro 2:11) na terra. Nós não usamos este mundo como se ele fosse nosso lar de origem. “A nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20).
Isso leva a um estilo de vida em pé de guerra. Isso significa que nós não acumulamos riquezas para mostrar ao mundo o quão rico nosso Deus pode nos fazer. Nós trabalhamos duro e buscamos uma austeridade em pé de guerra pela causa de espalhar o evangelho até os confins da terra. Nós maximizamos o esforço de guerra, não os confortos de casa. Nós criamos nossos filhos com a visão de ajudá-los a abraçar o sofrimento que irá custar para finalizar a missão.

Então, se um pregador da prosperidade me questiona sobre as promessas de riqueza para pessoas fiéis no Antigo Testamento, minha resposta é: Leia seu Novo Testamento com cuidado e veja se você encontra a mesma ênfase. Você não irá encontrar. E a razão é que as coisas mudaram dramaticamente.
“Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1Timóteo 6:7-8). Por quê? Porque o chamado a Cristo é um chamado para participar de seus sofrimentos “como um bom soldado de Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:3). A ênfase do Novo Testamento não são as riquezas que nos atraem para o pecado, mas o sacrifício que nos resgata dele.

Uma confirmação providencial de que Deus planejou esta distinção entre uma orientação venha-ver no Antigo Testamento e uma orientação vá-anunciar no Novo Testamento, é a diferença entre o idioma do Antigo Testamento e o idioma do Novo. Hebraico, o idioma do Antigo Testamento, não era compartilhado por nenhum outro povo no mundo antigo. Era unicamente de Israel. Isto é um contraste surpreendente com o Grego, o idioma do Novo Testamento, que era o idioma de comércio do mundo romano. Então, os próprios idiomas do Antigo e do Novo Testamentos sinalizam a diferença de missões. O hebraico não era apropriado para missões no mundo antigo. O grego era perfeitamente apropriado para missões no mundo romano.
11 - O apóstolo Paulo nos dá um exemplo do quão cauteloso ele era para não dar a impressão de que estava no ministério por dinheiro. Ele disse que os ministros da palavra têm o direito de viver do ministério. Mas então, para mostrar-nos o perigo nisso, ele se recusa a usar plenamente esse direito.
“Na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi, quando pisa o trigo. [...] Certo que é por nós que está escrito; pois o que lavra cumpre fazê-lo com esperança; o que pisa o trigo faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devida. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais? Se outros participam desse direito sobre vós, não o temos nós em maior medida? Entretanto, não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo.” (1Coríntios 9:9-12)

Em outras palavras, ele renunciou a um direito legítimo justamente para não dar a ninguém a impressão de que o dinheiro era a motivação de seu ministério. Ele não queria dinheiro de seus neófitos: “Nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha” (1Tessalonicenses 2:5).

Ele preferia trabalhar com suas mãos ao invés de dar a impressão de que estava mercadejando o evangelho: “De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes; vós mesmos sabeis que estas mãos serviram para o que me era necessário a mim e aos que estavam comigo. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber” (Atos 20:33-35).

Ele sabia que havia mercadores da palavra de Deus que pensavam que “a piedade é fonte de lucro” (1Timóteo 6:5-6). Mas ele se recusava a fazer qualquer coisa que o pusesse naquela categoria: “Nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Coríntios 2:17).
Muitíssimos pregadores da prosperidade não apenas dão a impressão de que estão “mercadejando a palavra de Deus” e fazem da “piedade uma fonte de lucro”, mas realmente desenvolvem uma teologia fictícia para justificar suas extravagantes exibições de riqueza.

Paulo fez exatamente o oposto.

12 - Minha maior preocupação a respeito dos efeitos do movimento da prosperidade é que ele deprecia a Cristo fazendo-O menos central e menos satisfatório que Seus presentes. Cristo não é mais exaltado por ser o provedor de riquezas. Ele é mais exaltado por satisfazer a alma daqueles que se sacrificam para amar os outros no ministério do evangelho. 

Quando recomendamos Cristo como àquele que nos torna ricos, nós glorificamos as riquezas, e Cristo se torna um meio para o fim que realmente queremos — a saber, saúde, riqueza e prosperidade. Mas quando recomendamos Cristo como aquele que satisfaz nossa alma para sempre — mesmo quando não há saúde, riqueza e prosperidade — então Cristo é exaltado como mais precioso que todos aqueles presentes.

Vemos isso em Filipenses 1:20-21. Paulo diz: “É minha ardente expectativa e esperança de que [...] será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” A honra a Cristo acontece quando nós o valorizamos tanto que morrer é lucro. Porque morrer significa “partir e estar com Cristo” (Filipenses 1:23).

Esta é a observação que falta na pregação da prosperidade. O Novo Testamento aponta para a glória de Cristo, não para a glória de Seus presentes. Para deixar isso claro, ele coloca toda a vida cristã abaixo do estandarte da alegre abnegação. “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8:34). “Estou crucificado com Cristo” (Gálatas 2:19).

Mas, apesar de a abnegação ser uma estrada difícil que leva à vida (Mateus 7:14), é a mais alegre de todas as estradas. “O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo” (Mateus 13:44). Jesus diz que encontrar Cristo como nosso tesouro torna todas as outras posses alegremente dispensáveis. “Transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.”

Eu não quero que os pregadores da prosperidade parem de chamar as pessoas à alegria máxima. Pelo contrário, eu suplico a eles que parem de encorajar as pessoas a buscarem sua alegria nas coisas materiais. A alegria que Cristo oferece é tão grande e tão durável que nos habilita a perder a prosperidade e ainda assim regozijar. “Vós aceitastes com alegria o espólio dos vossos bens, tendo ciência de possuirdes vós mesmos patrimônio superior e durável” (Hebreus 10:34). A graça de ser alegre na perda de prosperidade — este é o milagre que os pregadores da prosperidade deveriam buscar. Este seria o sal da terra e a luz do mundo. Isto exaltaria a Cristo como extremamente valioso.